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Mostrando postagens de janeiro, 2026
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  dezembro 29, 2025 OUÇA O ARTIGO     Por Irmão Dário Angelo Baggieri (*) No crepúsculo da era digital, onde telas piscam como estrelas falsas e o homem corre atrás de likes efêmeros, surge a dúvida antiga: vale a pena ser maçom, guardião de símbolos eternos, em tempos de templos virtuais e rituais esquecidos? Olhe ao redor: o mundo grita em caos.  Guerras frias viram quentes em posts; virtudes se dissolvem em algoritmos. E a fraternidade, onde fica? Está se tornando “um meme” passageiro. Por que vestir o avental, erguer o malhete, quando o esquadro da vida parece torto? Pergunta coloquial que muitos fazem. Mas pare, irmão, e contemple o Oriente. A Maçonaria não é relíquia de museu, nem clube de segredos para curiosos. É forja de almas, lapidação do artífice de si próprio, onde o eu bruto vira pedra polida. Analisando pela batuta do sábio mestre, concluímos que, nos dias atuais, vale mais do que nunca. Vivemos na Torre de Babel 2.0: línguas confusas em redes sem a......

'Hamnet' e o mistério de 400 anos sobre a esposa (e o filho) de Shakespeare

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Caryn James No eloquente romance Hamnet (Ed. Intrínseca, 2021), da escritora Maggie O'Farrell, e no comovente filme baseado no livro, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, a esposa de William Shakespeare (1564-1616), Agnes (c.1556-1623), é especialista em ervas e poções medicinais. Ela tem a capacidade quase sobrenatural de pressentir o futuro, mas não consegue salvar seu filho pequeno da peste. E a morte da criança leva seu pai a escrever uma das maiores obras da dramaturgia universal: Hamlet. Mas não temos como saber se toda esta história é verdadeira. Tanto no filme — que acaba de ganhar o Globo de Ouro como melhor filme dramático — quanto no romance, a história se baseia na imaginação, em um rico exame do luto, criado a partir dos poucos fatos disponíveis. O'Farrell também é a autora do roteiro do filme. Não se pode dizer que ela e a diretora, Chloé Zhao, tenham distorcido a história real. Afinal, não existe uma história conhecida, apesar dos historiadores terem dedicad...

O padre que se tornou o primeiro pastor evangélico brasileiro

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  Há 160 anos, pela primeira vez, uma pessoa nascida no Brasil se tornava pastor evangélico. Para além desse marco, o pregador presbiteriano José Manuel da Conceição (1822-1873) teve uma biografia e tanto: foi padre católico, passou a ser hostilizado por sua simpatia com o protestantismo e chamado de "padre louco" e morreu em desgraça no dia de Natal. Hoje, Conceição é visto como um símbolo da liberdade de escolha religiosa e a data de sua ordenação como pastor em 1865, 17 de dezembro, tornou-se o Dia do Pastor Presbiteriano. Mas como essa trajetória incomum, de padre católico e pastor evangélico, começou? Inspiração em tio que era padre José Manuel da Conceição nasceu em uma família católica da cidade de São Paulo — seu pai era um imigrante português que ganhava a vida como pedreiro, sua mãe era neta de açorianos. Eles se mudaram para Sorocaba, no interior paulista, quando o futuro pastor tinha apenas 2 anos. "O menino cresceu em ambiente de devoção católica, mas um cat...